Depois de pouco mais de um mês desde que sentiu os primeiros sintomas de câncer, a jornalista Hanne Capiberibe faleceu às 9h da manhã de hoje,03, no hospital AC Camargo em São Paulo, Hanne encontrava-se em coma induzido desde o domingo, 01. A causa da morte foi insuficiência respiratória aguda hipoglicêmica e hemorragia gástrica embolizada. A Assembléia Legislativa do Amapá, onde Hanne trabalhava, decretou luto de três dias.
A mãe de Hanne, a Conselheira do Tribunal de Contas, Raquel Capiberibe e duas de suas irmãs, Rochelle e Hoana, encontram-se em São Paulo e deverão seguir hoje para Macapá, junto com seu tio, o ex-governador do Amapá, João Capiberibe. Eles vão acompanhar o translado do corpo, que deixa São Paulo no vôo da TAM, às 21h05 e chega a Macapá na madrugada do dia 04. O corpo será velado na Funerária Santa Rita. Amanhã no mesmo mesmo local, às 16, ocorrerá uma missa, o enterro será às 17h no jazigo da família, no cemitério do centro.
Colegas de Hanne e jornalistas estão reunidos no Sindjor - Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amapá, na av. Almirante Barroso (entre Leopoldo e Hamilton), no bairro Santa Rita. O pai da jornalista, Orlando Barboza da Silva e a irmã da jornalista, Kelma Capiberibe, estão na casa da família na av. Raimundo Álvares da Costa, esquina com Eliezer Levy, onde nesse momento reunem-se amigos e familiares. Hoje, às 18h, como vinha ocorrendo desde que Hanne foi internada para tratamento, haverá uma corrente de oração no Sindjor. Todos estão convidados a participar.
A jornalista, que completou recentemente 41 anos, começou a sentir fortes dores no último dia 19 de abril, foi transferida para Belém, onde fez uma primeira cirurgia e depois para São Paulo, para o hospital AC Camargo, onde foi diagnosticado câncer em vários órgãos.
Hanne Capiberibe era amapaense, nascida no hospital de Santana, na Vila Amazonas, atualmente era vice-presidente do Sindjor e assessora parlamentar do deputado Roberto Góes(PDT). No início dos anos 1990, Hanne estudou medicina em Cuba. Formou-se em jornalismo em 2004 e tinha muitos amigos no meio jornalístico.
Antes de morrer, Hanne escreveu em suas próprias palavras o texto “Quem sou”, que reproduzo a seguir:
Hanne Capiberibe da Silva
Jornalista
“Nascida no município de Santana em 29 de abril de 1967. Sou de Touro, portanto, meu número é 9, o humanista. Sou idealista, de uma sinceridade absoluta, e sei que minha vida está mais para as grandes causas do que para um sentido particular. Muitas vezes, minha vida pessoal é deixada de lado em função de uma tarefa mais ampla de cunho social. Minha cor é o verde escuro e minha pedra ágata. Sou da terra e amante da natureza. Sou sensível e carinhosa, mas algumas vezes posso explodir, porém, não sou rancorosa. Sou criativa e lutadora incansável.
Em minha personalidade são características fortes a lucidez, inteligência, simplicidade, exigência, tolerância, a sociabilidade, a objetividade, a generosidade e a observação. Sou racional, pé no chão. Mas sou também ambiciosa, sonhadora, medrosa, teimosa.
O pensamento: “o importante no mundo é isso: que as pessoas não estão sempre iguais, que ainda não foram terminadas”. Guimarães Rosa “
Tive poucos momentos com Hanne, no qual nutria muito respeito pela profissional que era. Na verdade conversávamos durante uma entrevista ou outra quando nossas pautas coincidiam. Más sempre procurei com minha crença consolar meus amigos de profissão, por isso EU Gian Pantoja acredito no que a Palavra de Deus a Bíblia fala, de que haverá uma ressureição dos mortos e é nesse momento que continuarei a conversar com minha amiga que hoje adormeceu na morte. Morte essa que será tragada para sempre e todos com o conhecimento exato do único Deus verdadeiro, JEOVÀ, viveremos para sempre numa terra purificada onde viveremos em paz.
De fato, se alguém conheceu a Hanne, sua definição, em uma única palavra seria, com certeza: DOÇURA.
E assim, leva, agora, depois de resistir bravamente, toda sua doçura e ternura aos céus, pois desconheço algum anjo que não seja assim. Terno e doce.
À Raquel e família, muita força e resistência, como nos duros tempos outros.
Lembrando que o futuro ainda está por vir. Quiça, doce; como a Hanne, como a vida se põe diante de nós.
Fiquei tão chocado com essa notícia como quando soube que ela estava doente. Ela era da turma do meu irmão, mas lembro bem dela. Que agora ela esteja realmente descansando e sem dor. Meu consolo a toda a família.
Fatídico me fez sentir uma caumaria no final de semana, algo que estava acontecendo pra surpriender a todos… As caracteristicas que Hanne escreveu eram muito além disso, resumo em uma única palavra… Essência.
Minhas condolências a família ilutada.
È dificil mensurar a dor da familia da Hanne, porém posso dizer como amigo que o amapá ficou mais triste e menos inteligênte hoje.Hanne foi muito bom conviver com uma pessoa de sorriso fácil e sincero e lendo o artigo da Lú fiquei ainda mais saudoso, mas tudo bem, nós estamos só de passagem mesmo! Privilégiados aqueles que puderão bincar com a menina, viver a adolecência e trabalahar com uma excelente jornalista. Permaneça na gloria do senhor DEUS.
Um grande abraço!
No momento em que os sinos dobram,para anunciar a morte da nossa querida amiga Hanne Capiberibe, a tristeza assume proporções em todos os segmentos da sociedade amapaense, da qual , ela foi uma dedicada benfeitora.Que Deus conceda um bom lugar para o descanço eterno de sua alma. Após cumprir, com dignidade e altivez a honrosa missão de comunicadora exemplar,Hanne deixa a vida para ingressar na história. O Amapá,solidário, agradece.
Hanne,você partiu desta vida por cumprimento da vontade de Deus.Para nós que vivemos este momento de perda,apesar da tristeza,cremos no plano divino e isso nos conforta,consola e nos faz caminhar com esta saudade que já é tão grande.
Oramos pela família…DEus abençoe HAnne
Nós da equipe da deputada Janete Capiberibe(em Brasília) nos solidarizamos com a Deputada Raquel Capiberibe e família, neste momento de dor. Rogamos a Deus que conforte o coração de cada familiar e de cada amigo.
Minhas mais profusas condolências aos amigos Orlando e Raquel. Hanne, aasim como Celeste Maria,que há pouco nos deixou nas mesmas circunstâncias, são exemplos do espírito de luz a que um ser humano pode se guindar.
“…mas somente agora foi revelada pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo. Ele não só venceu a morte, mas também fez brilhar a vida e a imortalidade por meio do Evangelho”
HANNE agora vc é mais um anjo de Deus q com certeza estará confortando a toda sua família e aos amigos q aqui deixa.Que sua passagem p a vida eterna seja de muita paz.
Difícil definir a dor que sentimos pela sua perda, mas o que conforta é que agora estás bem, sendo bem assitida…fique em paz, estarás sempre em nosso coração.
Cafu e Sandra
Apesar de tantos anos sem contato com a Hanne, fiquei chocada com a notícia da sua doença e mais ainda com seu falecimento… A lembrança q eu tenho da Hanne, é de uma garota doce e alegre q se dava bem com todas as pessoas q convivia. Estudamos no GM, e participávamos do grupo folclórico da escola, e algumas pessoas achavam até q fóssemos irmães pela semelhança física, eu gostava, pq além de achar bonita e inteligente, era super popular no grupo e na escola…
Segue em paz Hanne, regozija-te das glórias do Senhor, um dia estaremos novamente divindo o mesmo plano…Vai em paz!!!
A família CAPIBERIBE, e em particular para a professora Raquel e ao Sr. Orlando, os meus mais profundos sentimentos de pesar pelo falecimento da Hanne, jovem que soube expressar a dignidade e bravura de sua geração que sabe fazer a HISTÓRIA dessa Terra.
Fernando MEDEIROS
Hanne descanse em Paz na eternidade, ao lado de nosso Pai Celestial….saudades.
Tive uma curta vivencia com Hanne entre 82 a 83, quando parti de Macapá. Por muitas vezes procurei notícias dela e de outros amigos na Internet e somente agora encontro, de forma tão terrível. Apesar de tanto tempo e tanta distância, o pesar e a tristeza que sinto é o da perda de uma amiga presente. Descanse em paz, querida.
Convivi pouco tempo de muito próxima, íntima e intensamente profissional e, por conta disso passei a nutrir um grande afeto além da admiração que já sentia pelo ser humano anteriormente à convivência. O trabalho que estamos realizando na Universidade de Samba Boêmios do Laguinho tem a sua assinatura e a marca indelevel do envolvimento ardoroso com os motivos de nossa história e cultura. Jamais esquecerei dos almoços na orla do P. Socorro ou Sta. Inês, das reuniões na sede do São José ou na Toca do Guará, dos encontros na Fazendinha, na casa do Heraldo (Almeida) ou em qualquer lugar em Vicente (Cruz), Rogério (Coutinho), Heraldo, Rodrigo (Siqueira) e eu podíamos desfrutar de única companhia femenina que naquele contexto nos concernia. Fiquei atordoado com a partida por ter perdido uma amizade que, tenho certeza, seria duradoura e sólida. Na véspera de seu último aniversário estivemos, Vidente, Heraldo e eu, em sua nova e útlima residência para tratar do nosso carnaval, não supunha que as dores na coluna que a faziam andar com muita dificuldade, por vezes apoiando-se em nossos ombros, fossem desembocar no holocausto que se seguiu. Às vezes ainda choro como uma ponte desabasse logo nos primeiros passos de uma travessia conjunta em que a pessoa que ía à frente sucumbisse e os outros conseguissem se salvar sem nada poder fazer para resgatá-la. É um sonho que fica pela metade e uma parceria abortada ainda na arrebol de um dia que prenunciava prodígios. Não sei porquê, mas, quando ouço “Gosto Aborrecido” do Paulo Diniz, só lembro dela. É instantâneo. Acho que todos os amigos que conviveram com ela partilham desse mesmo sentimento. Existem pessoas e pessoas, lugar comum. Mas poucos seres humanos poderiam polarizar ao redor de si, amizades tão profundas e um conjunto de reciprocidades contínuo como se todos nós gravitássemos ao redor de sua órbita e continuássemos a fazê-lo mesmo quando as luzes se apagaram. À profª Raquel, esposo, filhas e familiares, sintam-se abraçados e confortados por esses pequenos planetas que sempre irão girar em torno do Sol, cuja luz você nos deram.