
Uma leitura do livro 1808, de Laurentino Gomes,editora Planeta, mostra que esse “problema” da corrupção vem de longe na história do Brasil. Na própria capa o livro se introduz da seguinte maneira “como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil”
Vejamos alguns trechos:
“Outra herança da época de D. João VI é a prática da “caixinha” nas concorrências e pagamentos dos serviços públicos. O historiador Oliveira Lima, citando o relato do inglês Luccock, diz que se cobrava uma comissão de 17% sobre todos os pagamentos ou saques no tesouro público. Era uma forma de extorsão velada: se o interessado não comparecesse com os 17%, os processos simplesmente paravam de andar.”
Nota: Relembrando os duzentos anos da vinda da família real para o Brasil, pode-se perceber que são 200 anos de corrupção sem trégua.Vejam no trecho a seguir o que diziam os cariocas naqueles velhos tempos de D. João VI aqui pelos trópicos.
“D. João VI tinha dois ministros tão poderosos e corruptos, chamados Azevedo e Targini, que em reconhecimento aos seus serviços, ambos foram promovidos de barão a visconde. O primeiro tornou-se o visconde do Rio Seco. O segundo, visconde de São Lourenço. A promoção dos dois corruptos fez com que os cariocas, fiéis a suas próprias desgraças, celebrizassem a roubalheira em versos populares:”Quem furta pouco é ladrão
Quem furta muito é barão
Quem furta e esconde
Passa de barão a viscondeFurta Azevedo no Paço
Targini rouba no Erário
E povo aflito carrega
Pesada cruz ao Calvário.
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