
Não tem jeito. Por mais que o Governo atual teime em insistir em querer enfiar goela abaixo dos amapaenses a idéia de que fazemos parte de uma aldeia global, onde todos são sertanejos e produzem soja para enriquecer, essa idéia não pega. Olhados de longe, nós somos da amazônia, um lugar único no planeta e que pode e deve fazer diferente na hora de se desenvolver. Em tempos de preocupação com a natureza e com o meio ambiente o Globo Repórter esteve aqui perguntando aos cooperados do Iratapuru como nasceu aquela idéia. Faltou apenas citar um nome fundamental naquela história, João Alberto Capiberibe. Eu estive lá em 1994, quando a idéia já existia, mas o apoio era mínimo. Quando o Capi foi prefeito comprou a castanha dos cooperados e ajudou no avanço do empreendimento, mas quando ele saiu o projeto parou. Foi durante o governo do PDSA que os cooperados do Iratapuru viveram seu apogeu e chegaram a produzir até óleo fino de mesa. O governo atual não fez nenhum alarde com relacão a matéria do globo repórter porque ele não tem nada a ver com isso.
É muito bom ver que o Eudimar, que era apenas uma criança quando estive lá pela primeira vez em 1994, é hoje o presidente da cooperativa e eles estão conseguindo se levantar outra vez, depois do incêndio criminoso que destruiu a fábrica de biscoitos em 2003.
Obs: parece que o governo atual nunca tem nada a ver quando o assunto são projetos bonitos e bem sucedidos no Estado. Na semana passada apareceu no globo esporte uma academia de box criada pelo esforço próprio de seu mentor, sem nenhum apoio governamental. Um trabalho feito sobre palafitas e que atraiu para o Amapá o astro do box brasileiro, o Popó.
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